Trabalhar menos, pela nossa felicidade!

Parece irreal em Portugal, mas pode muito bem ser possível.
A Suécia começou, a implementar, faseadamente, seis horas de trabalho diárias a todos os trabalhadores do país e com a manutenção dos salários. O objetivo do governo é que haja um aumento da eficiência e da produtividade, bem como a felicidade da população.
Portugal aparece na 25ª posição, com as pessoas a trabalharem 1853 horas por ano, mais (aproximadamente) 500 horas por ano do que os alemães, que ocupam a primeira posição (dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico-OCDE – 2014).
A Ordem dos Médicos-OM, veio defender que as mães e os pais de crianças até aos três anos devem beneficiar de uma redução do horário laboral, de forma a estarem mais presentes numa fase tida como crucial para o desenvolvimento físico e emocional das crianças.
Também as instituições sindicais portuguesas, referem que o aumento da carga horária acompanhada de uma diminuição salarial levou a uma perda de produtividade, com as pessoas a cumprirem rigorosamente as 8 horas diárias, e nem mais um minuto e de uma forma ressentida”.  Em contraponto, defendem, que a reposição das 35 horas “vai restabelecer patamares de confiança e aumentar a produtividade”. Nisto concordo plenamente.
A redução do tempo de trabalho permite  redesenhar os nossos hábitos e vidas, contribuindo para uma alteração de ritmos e para a devolução de uma maior qualidade de vida, criando uma maior disponibilidade das pessoas para a sua esfera pessoal, com tempos dedicados à vida social.
A redução do número de horas de trabalho permitia em paralelo a criação de mais postos de trabalho, permitindo um reequilíbrio na distribuição de recursos e bens, adaptando a economia às necessidades da sociedade.
Mas claro e acima de tudo, gera bem-estar e felicidade, por consequência, mais produtividade e menos absentismo no trabalho, nas responsabilidades, mais optimismo e também um aumento da qualidade de vida e da sua subsequente longevidade.

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