Ninguém é de ninguém!
Já diz a música “ninguém é de ninguém, mesmo quando se ama alguém!”.
Lembrei-me de escrever este artigo hoje, por causa da possessão que vejo à minha volta nas relações amorosas.
Ainda que partilhes momentos, sentimentos, sensações, cheiros, fluídos, projectos em comum, deves lembrar-te que quanto mais prendes menos sentir de vontade tens do outro lado. É como se tivesses um pássaro enjaulado que canta apenas para ti e não canta porque sente que deve cantar por ele mesmo. Até porque se encantar com o seu canto, é um acrescento da sua beleza e do seu talento em cantar, e não com o objectivo de ser apreciado e desejado por quem o enjaulou.
Ama porque queres amar, deseja porque queres desejar, faz planos com o teu par porque sentes que te faz sentido e porque também faz sentido para o teu par, mas não prendas com o objectivo de “és meu e não és de mais ninguém”! Confia no amor que existe entre ambos, nas emoções e nos momentos vividos e queridos, não anules, deixa a identidade daquele ser como é naturalmente com o lado luz e com o lado sombra. Aceita quem és, e vais conseguir aceitar quem tens no agora. Sê seguro de ti, e não desconfies com base em relações anteriores ou comparações de pessoa Y, X, ou Z. Não desconfies à partida quando nada tens a dizer sobre infidelidade ou lealdade, desse ser.
Fortalece-te, ama-te e deixa-te de filmes e de mesquinhices onde não há!
Afinal, ninguém é de ninguém e se és inseguro, primeiro aprende a gostar de ti e a estar contigo. Só depois deves ter relações amorosas. Não te agarres ao amor amoroso como uma muleta ou solução emocional. A salvação e solução está em ti, afinal para gostarem de ti, convém que saibas quem és, como és, quais os teus limites, quais os objectivos de vida e em relações, para depois construíres a dois. Gosta-te a ama-te primeiro. As relações saudáveis virão depois e após, o teu trabalho interior.








