Beleza exterior?

Consultam-me com frequência pessoas que referem muito a importância da beleza exterior da pessoa X, em detrimento do interior da pessoa Z.
Num mundo e sociedades de aparências, do mostrar para fora o bonitão, ou bonitona com quem estou. E não importa se juntos têm momentos saudáveis e felizes, ou se têm compatibilidades em comum, e mesmo valores, se riem juntos, se se mimam e dão afectos com querer e vontade, por exemplo.
Muitas vezes queremos e achamos que quanto mais bel@ e disputad@, melhor para nós. Enche-nos o ego e até a nossa vaidade pessoal…
Mas e quando o ideal de perfeição que a sociedade incute, não é a nossa primeira escolha, ou mesmo queremos é aquel@ que nos faz rir, que é extrovertido, que foge dos padrões? Aquele que começou por ser amig@, ou mesmo aquel@ que não damos uma oportunidade porque não faz o nosso género? E qual é o nosso género?
Será que queres mesmo uma feira de vaidades/passagem de modelos para ti e para o teu par, ou queres mesmo é alguém que te respeite, que te queira em dias de chuva e de sol, com quem tenhas momentos plenos e que estejam alinhados mutuamente em principais pontos para terem um amor a dois?
É mesmo necessário teres ao teu lado a pessoa mais linda da festa? E com mais seguidores no Instagram? Consegues digerir tu mesm@, depois todo esse mundo dessa pessoa? Consegues-te sentir confortável com isso?
A telinha expõe o personagem, não quer dizer que ele seja daquele jeito no dia a dia.
O mesmo vale para quem seleciona apenas um rostinho bonito.
Sabedoria e selecção na escolha é o que te refiro. Não escolhas @ bonec@ de montra mais bonit@ de aqui e arredores, pergunta-te a ti mesm@: “mesmo que por momentos, que pessoa quero ter ao meu lado?”, tudo me serve?, e o dia seguinte?
Escolhemos as pessoas mais atraentes porque agradam aos olhos, facto. Mas e o resto, existe nas pessoas mais atraentes que escolhemos?

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