Singularidades entre pares

Aqui fica um pouco de um dos temas abordados nas minhas sessões de coaching e de terapia, e que defendo sempre e pratico: a singularidade de cada um dos indivíduos. Ou seja, serem autênticos, não se anularem enquanto pessoas singulares, até porque não é uma relação amorosa que vos define.
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Partilho aqui umas sugestões, e exemplifico:
– Cada um com o seu espaço, por exemplo, escova de dentes de cada um, carteira de cada um, lado da cama dessa pessoa. Ou seja, continuarmos a ter objetos, lugares e lados, pessoais e intransmissíveis.
– Aceitar o passado um do outro. A pessoa com quem partilhas a tua vida, tem um passado, e é também esse passado que faz del@ ser o que é hoje para ti, com erros ou vitórias pelo meio e até te conhecer. Aceita de verdade a realidade e a vida que essa pessoa teve, e a bagagem que traz. Também o aceitar é amor, é cuidado, é atenção.
– Não dizer de qualquer maneira o que se pensa ao outro. Podes magoar e muito o teu par. Por exemplo, em discussões e de cabeça quente diz-se muita coisa que passado umas horas leva ao arrependimento.
– Passarem tempo a dois e em casal, sem os vossos filhos, e em vários ambientes diferentes. É necessário o namoro e o tempo a dois, afinal ambos são pais, mas também são um casal. Façam programas agendados se assim for necessário para terem o compromisso de encontros regulares a dois, um com o outro.
– Respeitarem a família e raízes de cada um. Por mais que não simpatizem com a sogra, ou com aquele primo que vêem ocasionalmente, é a família de sangue do vosso par, e também isso define com quem partilham a vossa vida amorosa, tal como gostam vocês de ser respeitados.
– Surpresas nunca são demais. Mimos, atenção, aparecer de surpresa no trabalho do vosso par, ou uma escapadela a dois numa manhã ou num fim-de-semana, porque não? Sabe tão bem, e as surpresas denotam interesse e vontade em estarem a dois, sozinhos. Sejam criativos.
– Continuarem a ter amizades, e não apenas viverem para a relação amorosa. Vai também essas relações estimular a vossa individualidade, maturidade, e relações interpessoais. E sim a vossa própria confiança pessoal também. É tão bom manter e ter relações saudáveis e externas ao nosso ambiente familiar e caseiro.
– Partilhar risos, muitos risos. E pode ser com filmes de comédia, com programas a dois como por exemplo, um stand up comedy, ou simplesmente fazendo mímicas e imitações de situações, momentos ou personagens que vos façam rir e partilhar gargalhadas. E é tão sexy rir a dois, e um excelente afrodisíaco.
– Viagens, passeios, locais novos que ainda não conheçam, façam-no a dois. Reinventem-se enquanto casal. Vejam as sugestões locais onde residem, ou simplesmente juntem dinheiro para uma viagem ou uma experiência aventureira, porque não?
– Dar presentes em datas não oficiais. E de surpresa então é tão bom! Vamos estimulando a relação e alimentando o amor e os sentimentos, sem nos apercebermos. Bastam post-its pela casa, uma mensagem de baton no espelho do quarto, uma carta de amor, um bilhetinho na carteira do vosso par, por exemplo.
– Abracem as vossas diferenças. Vocês não são iguais, nem siameses! Somos todos únicos, aceitem isso. Aprendam com as vossas diferenças em comum e encontrem soluções quando entram em conflito sobre um tema ou situações constantes.
– Não se anulem na vossa individualidade e singularidade. Isto é, só porque são um casal, não pensam e falam igual sobre uma pessoa ou um tema da vida por exemplo. Um não responde pelo outro e vice-versa. Ambos têm uma relação a dois, com ou sem filhos em comum, mas não podem decidir pelos dois, podem e devem chegar a consensos e negociarem para a harmonia familiar.

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