Pilares na comunicação não-violenta entre casais

Ainda referindo e continuando o artigo da passada 3ª feira desta semana, o tema continua a ser a comunicação não violenta entre os casais.
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Assim as bases de sustentação para uma comunicação eficaz e com sucesso são:
– Sem julgar – Ajuda o não julgamento, de parte a parte. Agressividade seja ela qual for, gratuita ou não, de cabeça quente ou mesmo de cabeça fria, não tem um objectivo final nem qualquer tipo de justificação. Assim, observar sem julgamento é considerar a situação com um olhar imparcial, sem envolver uma bagagem emocional. Isto é, procura entender o que aconteceu a partir da observação serena. Em vez de julgares e até no imediato, observa.
– Descobre sentimentos – Identifica e descobre que sentimentos tens nos momentos. Pensa no que te levou a agir daquela forma, para aquela situação, para teres impulsos violentos, agindo ou não. O objetivo aqui é saberes a causa, a origem das tuas acções ou reacções.
– reconhece responsabilidade – Responsabilidade nos teus actos violentos em vez de acusares o outro que o foi, afinal e como se costuma dizer “comportamento gera comportamento”. Não assumas a responsabilidade do que os outros fazem, mas efectivamente do que tu fazes e fizeste. Não jogues o jogo da batata quente para cima de ninguém, assume o que fazes com maturidade para tal. Mas assumir não é só interiormente, é expressares para o teu par. É também isto um processo de auto-conhecimento.
– faz pedidos – Comunica com o teu par, os teus sentimentos, o que sentes e o que pretendes. Pede o que queres, sem rodeios ou esquemas. Mas com respeito e com leveza que deverá ter esse pedido. Início, meio e fim nesse pedido são necessários, para te fazeres compreender e entender acima de tudo o que te faz sentir no agora e no depois. Muitas vezes é neste desabafo e em jeito de humanidade, ao repartirmos sentimentos e emoções que já ajuda e tanto na libertação de sentimentos e emoções negativos, criando assim uma maior leveza para não acumularmos para dentro de nós as nossas angústias, dores, raivas e tudo o que nos possa fazer mal e de forma tão violente até dentro de nós. Então, sempre que precisares, fala o que sentes. Mas fala de forma a respeitares também o outro.

Empatia, humanidade, respeito, escuta activa, observação, auto-conhecimento, são algumas das coisas que referi acima sobre os pilares da comunicação não-violenta entre casais. Não é de um dia para o outro que a mudança acontece, mas pára para pensar de cada vez que tiveres vontades, acções ou reacções violentas com o teu par: o que quero ter com isto?

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