O casamento: 1+1=3
Conheceram-se numa rede social online, e no decorrer de sensivelmente 6 meses de conversa boa e rica, deram o passo de se conhecerem pessoalmente.
Após uma “nega” para uma primeira data de cafezinho pessoal, por parte dela, também ela deu logo uma segunda data para o primeiro encontro: já na segunda-feira da semana que ia iniciar (primeira sugestão foi num sábado à tarde).
A seguir a um blind-date, quando se viram pela primeira vez frente a frente, onde pela sugestão seguinte dele foi sim de irem jantar e não o tal cafezinho inicial, ele deve ter gostado do que viu. Ela? Bem ela, estava tudo bem para ela só ia mesmo para um café, tinha saído duma relação muito recente e tão cedo não se queria meter noutra. E ela gostou de saber que ele era um homem charmoso sem mais nada a acrescentar na altura.
Imediatamente, um jantar cheio de perguntas como era o Brasil, do que fez, deixou de fazer, o clima, o ambiente, as pessoas de lá, etc., que mais parecia uma entrevista de emprego do que um encontro amoroso! Houve alguns sorrisos, modos de vista em comum, e no fim desse encontro? Bem ficou a saudade ainda sem terem ido embora, e a vontade de continuarem na conversa e na partilha de vidas e testemunhos recentes e reais.
Depois da despedida? Iniciaram inúmeras mensagens escritas entre eles, trocas de comentários, desejos, sentimentos, emoções, algo mais real do que anterior na vida pela rede social.
E o segundo encontro? Passados uns dias, o primeiro foi na 2ª feira, o segundo foi na 6ª feira já com o objetivo de haver mais tempo de convívio, entre ambos.
Ele foi ter com ela ao trabalho da altura, e quando a viu deu-lhe um intenso e demorado abraço. Daqueles que colam e se sente muito as emoções à flor da pele.
Mal chegaram à estação do metro, para juntos irem jantar de novo, entre eles havia olhares, pequenos toques, até que ele se decidiu e deu-lhe um beijo de cinema encostando-a à parede ao dar o beijo intenso e seguro do que queria. O que queria ele, perguntava-se ela?
A partir daí, ou já antes?, sempre de mãos dadas e aquele ar de paixão e olhares cúmplices, desde que apanharam o metro até na chegada ao destino.
No local, falaram e falaram, com mais tempo é verdade, afinal no dia seguinte não trabalhavam.
Assim, e passada uma difícil despedida perto da linha do comboio onde ele a deixou, com destino a casa dela, voltaram a encontrar-se no dia seguinte para irem passear depois de almoço, de um sábado.
E assim foram continuando entre namoro recatado, assumido dentro deles acima de tudo (inicialmente ele era apenas o “moço dos calendários” para ela, presente, harmonioso, sem grandes desequilíbrios de maior, cauteloso, racional, mas certamente já com paixão e que foi crescendo dia a dia, através das inúmeras partilhas que tinham, do que gargalhavam juntos, do que se foram e vão conhecendo, e do que queriam ou não para eles.
Após 3 meses de namoro, ela mais longe e fora da zona de trabalho, do que ele, e já alguns fins-de-semana juntos, ela mudou-se para mais perto do meio urbano, sendo que no dia seguinte à mudança dela, ele foi em trabalho para Paris. Nessa mesma Paris e viagem, disse que a amava, tendo ela já o dito nas últimas vezes que partilharam amor e paixão.
Quando voltou de Paris? Foi viver com ela, sem nunca terem falado nisso, apenas deram indícios anteriores de era algo que queriam quem sabe, mas não quando, nem de que modo.
Se foi difícil a uma mulher que viveu sozinha durante 7 anos, agora partilhar um espaço, rotinas, tarefas domésticas, responsabilidades e ter um lar com alguém? Claro que foi! Talvez o maior desafio dele, porque ele já tinha experiência e vivências maiores quanto a relações, conhecimentos, etc.
Ela é uma mulher ansiosa e inconformada, ele um homem calmo e que procura sempre o equilíbrio.
Houveram menos discussões iniciais do que o expectável (ele não discute), menos tempos mortos do que o expectável, mais intensidade do que o previsto, mais emoções à flor da pele do que ambos queriam. E mais carinho, mais paixão, desejo, e amor também.
Vivem juntos há quase 30 meses, e já são unidos e casados de facto. Mas e houve pedido de casamento? Claro que sim! Na estação de metro no local exactamente onde ele a beijou da primeira vez, com direito a pedido de casamento ajoelhado em plena hora de ponta e tudo. Obviamente que a resposta dela foi sim. Hoje, casam-se oficialmente pelo registo civil.
Porquê? Porque assumem o compromisso do seu amor no papel e perante a lei quantas vezes forem precisas, até que haja amor e querer de ambas as partes.
O objectivo deste casal é de amor, compromisso, entrega, viagens, lealdade, partilha nos dias de sol e de chuva, respeito recíproco, identidade própria, aptos a vivenciarem novas experiências e mundos.
Sejam felizes, amem-se! Mas não se anulem em prol de ninguém, muito menos em nome do amor.








