Amizade para mim é…
Celebrações à parte, e mesmo que hoje seja o dia da amizade, aproveito já esta data para falar da amizade e do que já vivi com os meus amigos e do que significa para mim na prática uma profunda amizade.
Nas amizades, partilhamos experiências de modo espontâneo e franco, intimamente e momentos divertidos e de contentamento. Criamos relações de confiança mútua, com sincronias em comum e gostos e momentos tantas vezes partilhados, e no intuito de recíproca ajuda.
Através duma amizade real, temos a liberdade de nos expressarmos no que sentimos, dúvidas que temos muitas vezes crises existenciais, dúvidas sobre modos de agir em novas fases de vida (casamento, trabalho novo, roupa a escolher).
Não nos julgarmos no ambiente franco sentido de partilha, permite um encontro genuíno de amor, respeito, cumplicidade aliado ao aumento das afinidades.
É importante sermos aceites pelo nosso ombro amigo e muitas vezes leva-nos a um maior conhecimento próprio. Quando falamos com um amigo, e relatamos algo que nos aconteceu ou dúvidas nossas, estamos a analisar nós próprios comportamentos que tivemos ou poderemos vir a ter. Estamos a “falar alto” de nós e connosco também, daí obtermos um maior conhecimento próprio.
A amizade genuína, sincera e profunda, constrói-se na partilha, nos momentos, com as diferenças entre ambos, nas brigas e desacordos, nos nãos que recebemos e damos uns aos outros (faz parte!). O que acontece a partir daí? Uma relação baseada e construída e amadurecida entre seres únicos e com experiências diversas.
Crescermos no nosso desenvolvimento, desde crianças, na adolescência e vida adulta, é importante e é o núcleo mais importante na construção do ser humano, a seguir à família. Sermos livres de escolher amizades, faz parte do ambiente salutar em que crescemos e nos amadurecemos como indivíduos plenos.
Ter muitos amigos, porém, não significa que tenhamos amigos de verdade. Mas é importante termos amigos diversificados, de meios diversos e vindos de realidades diferentes das nossas, para nos enriquecermos enquanto indivíduos completos. Seremos mais ricos, culturais, tolerantes, transcendentes, reflexivos, amparados. seguros, amados.
Amigos genuínos querem o nosso bem e estão connosco tanto nos dias de chuva e de sol. É importante que nos acompanhem nas doenças e que celebrem as nossas vitórias.
Ninguém vive sozinho, afinal somos um animal social. Conhecemo-nos através da relação que temos com o outro.
A questão não é a conquista do diferente, mas a conquista de sermos nós mesmos, de também nos descobrirmos, do que gostamos, o que não gostamos e com isso, usufruirmos de todos os momentos entre amigos com sabedoria.
Questiono-te agora, que tipo de amigo tens sido? Partilha comigo aqui nos comentários 🙂








