Família: o ninho de amor
Amanhã é o Dia da Família.
De acordo com o dicionário português, Família, significa um “conjunto de todos os parentes de uma pessoa, e, principalmente, dos que moram com ela.”, ou ainda, em sentido derivado, o que é “Familiar; íntimo; sem cerimónia.”
Uma família já me diziam hoje, “não escolhemos mãe e pai, ou mesmo os laços de sangue” que nos tiveram ou criaram, mas família é quem nós podemos adoptar e escolher para essa grande responsabilidade que é o amor.
Alguém com quem possamos contar por completo, quem cuide de nós “faça chuva ou faça sol”. Quem nos ame incondicionalmente. Porque aqueles que nos são íntimos, que nos podemos abrir sem reservas, que confiamos o mais nuclear do nosso ser, é também família. Pode designar-se de pais, irmãos, tios, primos, avós, sobrinhos, padrinhos, mas também o nosso amor, o nosso companheiro, ou mesmo e tão só, os nossos amigos mais sinceros e plenos.
Aqueles que nos ligam a perguntar como estamos, que vibram com o nosso brilho diário, que saltam connosco nas nossas vitórias, que são atentos e se dão ao trabalho de nos conhecer, e tantos outros exemplos, que felizmente tenho diariamente.
Consegui passados 7 anos de viver sozinha, e de sendo eu tão impossível de “domar”, conhecer um homem extraordinário, que passados apenas 3 meses de namoro foi viver comigo na loucura e risco que isso podia trazer. Não sou fácil de compreender, não tenho sempre um sorriso na cara, tenho o meu interruptor “on-off” como costumam caracterizar o meu signo (peixes), sou emotiva ao contrário da personalidade forte que possa desarmar muitos, mas ele deu-se ao trabalho de me conhecer. Investiu em mim, e em nós. Por isso também, estou com ele. Não somos um todo, mas somos complemento.
A nossa família é o nosso ninho de amor, são os nosso pais, os nossos irmãos, todos com quem temos em comum um teto, um laço de sangue, ou algo que seja inquebrável de algum modo: a intimidade, que não haja cerimónias de maior.
São momentos, gargalhadas, guerras de almofadas, danças de prazer e de desejo, a união do sangue e da carne. São os momentos depressivos e tristes, são os pulos na rua, são os risos inconfundíveis, as cumplicidades, os olhares, os mimos, os colos, os choros de dor e de alegria. São as fases que marcam as nossas vidas e que fazemos questão de lá estar, é aquela mensagem no Messenger do “como estás?”, ou mesmo pelo Instagram de “posso não estar presente mas estou de coração”, ou mesmo os que nos une um segredo colossal e que é inquebrável essa partilha. Só porque sim.
Sim a família de sangue também pode ser assim. Os que apanham molhas connosco, ou que quando chegámos a casa de madrugada e nos levam um chá para nos reconfortar, ou que nos acordam devagarinho de manhã para irmos bem dispostos ao iniciar mais um dia cheio.
De quem mais me lembro e me deu mais amor e carinho, todos os dias? A minha avó paterna! Faz-me imensa falta e lembro-me muito dela com carinho e nostalgia, nas férias de verão, ou mesmo nos fins-de-semana, nos dias que me disse tantos Sim´s, que me ensinou a poupar nas compras da casa, que não se deixava enganar em nenhuma conta mesmo sendo analfabeta, cuidava-se imenso, sempre independente do meu avô, e que me dizia desde nova que eu podia muito bem sair de casa sem ser para casar e sim apenas para viver sozinha (mente aberta demais para o tempo dela!). Sempre poupou, tinha para tudo: diversão, responsabilidades e poupanças. Muitas coisas do quotidiano e que formaram a minha personalidade, tenho dela. Foi quem mais amor genuíno e gargalheiro, me deu. A que tinha orgulho de me passear com ela para todo o lado. Que era emotiva como eu sou, que via a bondade nos outros, que “ajudava sem olhar a quem”. Sim reconheço-me em tudo disso nela. Por isso, a minha avó vive em mim.
Um conselho a todos vocês: sejam família, sejam mais presentes, sejam mais abraços, sejam mais vida, sejam mais amor. Vivam a família toda que têm hoje, nuclear, extensa, de sangue, de laços emocionais, mas digam e vivam a família. Vão ser decerto mais completos, inteiros, resolvidos, empáticos, verdadeiros.
Sejam cada vez mais amor, porque todas as famílias merecem ser felizes. Porque todos nós estamos aqui para ser felizes, para sentirmos e vivermos o amor.








